Tuesday, September 12, 2006

Nightmares.

And why, - I ask - why can't the mind be rested. And why can't the body overcome the illness of the heart? What is this that poisons my sleep and blinds me from the light of the stars? The moon is but a ghost hauting my dreams. And you may ask what is wrong, but my answer shall be plain silence. Because some things can not be explained. I am unable to tell why I can not sleep at night. Why do I stay awake, half on this side, half gone to the other. I am visited by the darkest memories, warned by the grimmest visions. No wonder I can neither walk nor crawl out of bed and get dressed. No wonder I do not care about my hair. No wonder I cry.

Monday, September 04, 2006

Hoje.

Ás vezes passam-se demasiadas coisas ao mesmo tempo. Conhecemos demasiadas pessoas, envolvemo-nos em demasiados projectos. E os projectos são essencialmente pessoas. Todavia, costumamos ter alguns projectos dos quais nunca nos cansamos. Esses projectos são essencialmente... pessoas. E investimos nelas, acreditamos, e desperdiçamos a maioria do nosso tempo numa tentativa de as fazer felizes. Eu aprendi que não preciso de desperdiçar muito tempo. As coisas mais simples são aquelas que mais movem os outros. Mas ainda desperdiço muito tempo com alguns projectos. Um deles morreu ontem. Foi o meu maior projecto de sempre e apesar de ter tido ao longo do tempo centenas de razões para deixar de acreditar nesse projecto, insisti. Sou teimosa demais, enfim.

Mas todos temos alguns projectos favoritos. Tenho pintado, tenho cantado, tenho recebido telefonemas desesperados. Tenho abraçado um projecto particularmente querido ao meu coração. E hoje é um dia especial para esse projecto.

Também hoje é o aniversário de um outro projecto. Um projecto especialmente complicado.

É ainda um dia especial só porque é um dia. Independentemente de todos os projectos. Mas é um dia em que me sinto confiante a não deixar projectos para trás: só aqueles que já não valem a pena.

É mau deixar projectos para trás, a sério.





Acordei com a palavra projecto na cabeça. Só isso. Prometo.

Sunday, August 20, 2006

Pêra

Ok, não é a primeira vez a participar num blog se tivermos em conta os comentários já feitos.

Boa tarde!

Hoje ao almoço provei uma pêra lá da Casa Nova da Soalheira, em Relíquias, o meu "Cu de Judas", que é mais "Cu de Judas" que o dela. Estava assim a atirar para o amargo mas suportável, até que saíu de lá uma minhoca ainda viva. Não foi propriamente a sobremesa mais apetecida. Até que está um bom dia, mas uma das minhas lentes partiu-se lá entre o Ferro e o Bispo.

Ai que nervosismo, carregar ali no laranjinha...

Obrigado pelas boas-vindas!


P.S. - Ainda me ocorreu uma apresentação pessoal, mas desformataria demasiado o não-formato/semi-formato... Ou será que sou toda a parte do não-formato e o conjunto é que faz o meio formato?!

Gelatina

Okay, vou mudar um bocadinho o formato disto. Aliás, a ideia é não ter formato algum. Bem, ter só meio formato. De qualquer forma, já encontrei a outra metade do não-formato.

Já não comia gelatina sei lá eu desde quando. Outro dia comi gelatina de chá verde e de cenoura com não sei quê e fiquei com borbulhas. Mas se calhar as borbulhas resultaram de picadelas.
Hoje, pelos vistos, é o último dia das festas de Cascais. E é logo dia de fado amador com Cuca Roseta e Diamantina. Vá-se lá ver a sorte ou o azar. Voltei ontem lá de Peraboa que é o meu "Cu de Judas". Fica ao pé da Serra da Estrela. Choveu.

Fomos jogar bowling e eu não fiquei em último.

Sê bem vindo!

Saturday, June 17, 2006

Suspiro [30.03.2006]

Inspiração.

Procuro… entre a chuva.

Dor.

Suspiro profundo!


Algo cá dentro que se move…

E me envolve devagar,

Num frio quente que arrepia.


Faltou a comunicação,

Falharam as palavras…

Talvez agora o sono e o tempo

Transmitam esta mensagem.


Tudo o que se perdeu, não se perdeu;

Lá ficou, nem à frente nem atrás.

Fica para Sempre dentro do coração

De duas vidas paralelas entre si…


Essa coisa que se move e contorce,

Dobra-se e contrai-se,

E a cada espasmo de saudade em mim!...

Só a dor fica.

Inspiro.

Suspiro.

Wednesday, June 14, 2006

Torrencialmente

Ó chuva que torrencialmente cais e escorres pelas paredes

E humedeces o cimento destes edifícios.


Podes lavar fachadas,

Levas contigo a podridão deste sítio.

Sei que trarás mais, enquanto caíres forte neste chão.


Hoje foi dia de tempestade, amanhã do que será!

Se hoje não faz diferença alguma de amanhã…

Para ti chuva, que escorres e cais e torrencialmente

E bates na janela do meu quarto só por bater, ah

Por te ouvir desespero pela canção d’outro lugar!


Ato as velas e o fogo ao fundo do poço

Até que caias e escorras pelas paredes de pedra fria…

Torrencialmente me leves daqui num mergulho,

E baterei com a cabeça no fundo, nas velas e no fogo

Que tornaste fumo por teres chovido e escorrido

Torrencialmente.


Deixaste de falar comigo e eu

Falo com as paredes humedecidas de tanto lhes chorar

Costas contra e o sangue que não lhes deixei beber.


E se elas me odeiam tanto como tu,

Ao menos que tenham razão!


E se a chuva ontem cai e hoje cai e amanha cairá é porque

Nada disso que se diz é mentira…

Porque ontem caímos, hoje caímos e amanhã cairemos.

E não há quem ampare queda esta a minha

E caio, caio

Torrencialmente.


E as paredes torrencialmente lavadas de lágrimas

Levantam-se lentamente…

…e no litígio do lúgubre destino…

Me entregam de braços estendidos ao Luar.

Me entrego de braços abertos ao Luar…


E que podes tu, chuva, lograr de tais trabalhos?

Tuesday, June 13, 2006

Um e Meio [05.04.2006]

Tantos são os ciclos!

E se quebrasse um? E se fugisse?

Começaria outro de novo?


Não quero ser ciclo, quero ser traço direito!

Se a direito me traço para a morte

Então essa é minha Natureza!


Pessimista? Não! Só renuncio à esperança!


Não me puxes por aí!

Quero ir antes por aqui! Quero?

Já não sei o que quero, porque quis,

Porque caminho fui afinal!


Oh, amor, amor, amor,

Porque foi que me fizeste escolher

O conformismo de um sonho de adulto,

O descanso de alma que tem onde cair?

Criança, onde estás?

Loucura.

Quero ser eu outra vez.

Sou eu outra vez!

Monday, June 12, 2006

Vinte e Nove (Um Poema a Ninguém) [29.03.2006]

Vem aqui, Alma, e senta-te junto a mim.

Lembras-te do tempo que passou?

Lembras-te do meu abraço, do meu beijo?

Lembras-te das carícias e do desígnio?


Vejo-te claramente, daqui de longe.

Sou cega mas sei ver através da escuridão,

Perdi os sentidos, mas posso-te sentir.


E neste mundo para onde me destaquei,

Vejo, sinto e sou, no meu propósito.


O que vejo é meu e só meu, e por mim fica.

Sonhos? A minha mente esconde-os por mim…


E nestes novos olhos que passaram a dor e a tempestade

Há uma nova força e um novo entendimento!

E de vontade pura e robusta construí nova realidade,

Novo Tempo e Espaço onde viver o sentimento.


E quando viajo por outros lados, por outros planos,

Tenho o poder de saltar as fronteiras do oculto.


Ensino então aos meus outros quatro sentidos

Quem és em mim e na fronteira de mim,

E ouço a tua voz no vento,

Sinto a tua pele a cada toque,

O teu sabor em cada trago de ilusão…

O teu cheiro a cada sopro de quimera…





[Backdated poetry. Comments are more than welcome. :)]